Patrimônio
Leilão do terreno do Valverde fica sem lance
Área na praia do Laranjal foi colocada à venda no último dia 29, pelo valor inicial de R$ 930 mil
Carlos Queiroz -
No último dia 29, o leilão que colocou à venda o terreno do Valverde Praia Clube, localizado na rua Viamão 290, no Laranjal, em Pelotas, não teve licitantes. A área não recebeu nenhuma proposta. Desta forma, a situação da sede da entidade segue indefinida e se encaminha para ser definida na Justiça. O imóvel foi avaliado em R$ 1.860 milhão e o lance inicial era de R$ 930 mil, metade do valor.
O prédio foi penhorado no processo n° 020501-91.2018.5.04.0103, em tramitação na 3ª Vara do Trabalho de Pelotas. Duas regiões do imóvel foram ocupadas por pessoas sem ligação à propriedade. No momento da penhora, a Justiça descontou essas áreas, ou seja, foi colocada à venda apenas a parte não ocupada. Nenhuma das áreas recebeu licitantes e nenhuma oferta foi realizada para a aquisição do terreno. “Existiam muitos interessados em comprar a área, mas não houve nenhuma proposta oficial. Ninguém pagou o preço mínimo, nenhum lance foi registrado”, conta o leiloeiro responsável, John Levy Zago.
Na sexta-feira foi regularizada a situação do leilão, com saldo negativo. “Por ser uma área estratégica, muitos ainda estão estudando o terreno. Ninguém consumou uma proposta, mas o leilão foi recente. Recém nesta sexta foi confirmado que não recebeu proposta e se regularizou. Pelas movimentações, nós esperamos que haja uma oferta mais adiante”, afirma John.
Após a oficialização, há um prazo para que as partes se manifestem sobre quais serão os próximos passos para a venda do terreno. Durante o período, ainda serão aceitas propostas para a aquisição da área. Esgotado este tempo, a Justiça é que assume o caso e deverá decidir como será dada a continuidade do processo. “Serão aceitas ofertas, é uma prática comum neste mercado. A situação não está definida e há este tempo em que as partes do processo devem se posicionar sobre como ficará a situação do terreno”, explica. Ele ainda destaca que, no âmbito jurídico, não haverá decisões quanto às propostas, mas sim, aos procedimentos adotados. “Como não teve licitantes, a Justiça irá definir o prosseguimento. Entretanto, podem surgir propostas para a área, mas, tecnicamente, nada foi apresentado, justamente, pela ausência de propostas”, aponta o leiloeiro.
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